O jogador de futebol brasileiro Vinícius Júnior, do Real Madrid, venceu nesta segunda-feira (30) o Prêmio Sócrates, condecoração dada aos jogadores com maior envolvimento em causas sociais. O atleta foi reconhecido pela criação do Instituto Vini Jr, localizado principalmente em São Gonçalo, cidade natal do atacante. O prêmio foi entregue durante o Bola de Ouro da FIFA.
Criado em 2020, o projeto tem a educação como base. O objetivo é contribuir com as escolas públicas através da criação de tecnologias de aprendizado que posteriormente são utilizadas nas próprias instituições de ensino. Dessa forma, estimula a autonomia dos alunos no processo educacional.
Atualmente, o Instituto Vini Jr. está presente em sete escolas públicas – duas em São Gonçalo, duas na cidade do Rio de Janeiro, duas em Mesquita (RJ) e uma em Rio Preto (MG). 3.240 estudantes são beneficiados e 155 profissionais da educação são envolvidos.
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Nas redes sociais, após o prêmio, Vinicius Júnior definiu a educação como libertadora e transformadora. “Não há nada mais inovador do que os professores. Vocês são a inspiração e o alicerce do Instituto”, disse.
O atacante aproveitou o momento para anunciar que, em breve, será lançada a Escola Vini Jr, voltada a atender jovens de baixa renda. “Será algo moderno, diferente e vai transformar gerações de cidadãos. Seguimos!”, comemorou.
Discurso de Vinicius Júnior
Ao agradecer o prêmio, Vinicius se disse muito feliz em poder ajudar as pessoas da própria comunidade. “Saí da favela e é improvável que alguém de onde saí cheguei aqui. Fico muito feliz de poder ajudar eles e de estar, claro, aqui com tantos jogadores”, disse.
O jogador, claro, também não deixou de falar sobre o significado de ser o vencedor de um prêmio social em meio a reincidentes ataques racistas. Espero que todos os jogadores possam nos ajudar. É muito triste sempre ter que falar sobre racismo, gosto de falar de futebol, de grandes jogadores que estão aqui. É muito triste e quero pedir força de vocês para a gente seguir na luta e que as crianças que vão vir, possam sofrer cada vez menos”