
Como um jogador habilidoso que a dribles e velocidade vence a defesa adversária, a solidariedade surgiu para fazer um importante gol na vida do menino João, de 7 anos e natural do Rio Grande do Sul. Enfrentando atualmente uma leucemia, ele precisará passar ainda por uma série de tratamentos até alcançar a sonhada cura. Os pais são os grandes parceiros nessa batalha e uma campanha, criada por amigos da família no site Vakinha, conseguiu arrecadar em três dias mais de R$ 24 mil para que eles estejam sempre perto do menino nesse momento. Eles ainda necessitam de contribuições e qualquer valor pode ser doado através do link.
João é filho de Gabriela Carossi, recepcionista em um hospital, e Cleiton Ferreira, pintor autônomo. Afetuoso, amante dos abraços, de desenhar e de jogar futebol, o menino encanta a todos que têm o prazer da convivência. Mas o laço mais emblemático mesmo é o que construiu com o irmão caçula, Lucas, de sete meses, de quem é inseparável.
João enfrenta atualmente uma leucemia linfóide aguda e está internado em Porto Alegre. O primeiro diagnóstico ocorreu em 2022 e, recentemente, a doença chegou a entrar em remissão, mas infelizmente retornou três meses depois.
A esperança morava no irmão Lucas, mas recentemente outra notícia voltou a desestabilizar a família: o bebê não poderá ser doador de medula e, por conta disso, o tratamento terá que seguir. Enquanto isso, os pais de João precisam lidar com custos como a estadia em Porto Alegre, onde ele está internado. O pai mora em Vila Flores e a mãe em Veranópolis e os dois se revezam nos cuidados presenciais com o menino.
Solidariedade chega para amparar família de João
Para que eles possam acompanhar o filho com o mínimo de preocupações, amigos optaram pela criação de uma campanha solidária no site Vakinha e, em três dias, já arrecadaram mais de R$ 24 mil, através de mais de 351 contribuições. “O sentimento é de perceber que ninguém está sozinho nesse mundo. Ficamos ali acompanhando e comemorando cada real que entrava, cada compartilhamento. Isso porque tínhamos um propósito claro de minimizar a dor que a busca pela cura traz. Queríamos deixar os pais do João tranquilos com relação ao lado financeiro”, comenta ao Conversa do Bem Karina Weiss, criadora da vaquinha solidária e colega de trabalho da mãe do garoto.
Os próximos passos do tratamento de João ainda são avaliados pela equipe médica. Ele aguarda o resultado de um exame de medula para definir os próximos passos e segue em busca de um transplante. Até lá, seguirá amparado por centenas de pessoas que cativou com sorriso aberto, coração grande e amor que transborda em forma de solidariedade.