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Gui: a borboleta iluminada que inspira os brasileiros

Você certamente já se deparou, em 2023 na internet, com um menino carismático, de sorriso no rosto e sempre vestindo a camisa do Vasco da Gama. Ele é Guilherme Granda Moura, o Gui, de 8 anos, que virou uma espécie de talismã do clube cruzmaltino – e posteriormente adotado por todas as torcidas do Brasil.

Gui foi diagnosticado com epidermólise bolhosa distrófica, uma doença rara que causa bolhas na pele após mínimos atritos ou traumas e se manifesta já no nascimento. A história viralizou após o pai registrar o encontro do menino com a mãe, após Gui ficar 16 dias em coma no hospital por conta de uma pneumonia. Ela foi avisada de que o garoto havia acordado e correu para abraçá-lo, em cena que já é uma das mais bonitas de 2023.

Após se recuperar, Gui conquistou o Brasil pelo sorriso fácil e o amor pelo Vasco da Gama. Depois da alta, sucederam-se encontros com jogadores do clube carioca, como Gabriel Pec e Pablo Vegetti, o streamer Casimiro e até com representantes de outros times. O presidente do Fortaleza, Marcelo Paz, fez questão de entregar uma camisa do Tricolor Cearense para o menino, que agradeceu e garantiu torcer para o Leão na final da Copa Sul-Americana. 

Mais do que uma nova celebridade, Gui se tornou símbolo da luta por inclusão, ao tornar-se garoto-propaganda de marcas de roupa, e de leveza. Sempre disposto a dançar ou presentear alguém com um sorriso, demonstra uma forma de levar a vida muito particular e inspiradora.

Além de tudo, Gui virou semente. Através da história do menino, foi aprovada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) uma lei que institui atendimento especializado nas unidades de saúde do estado, para pacientes diagnosticados com epidermólise bolhosa.